Clássico no Defensores del Chaco – Cântico ‘brasileño’ e jogo pouco atraente

20/04/2015
torcida Cerro Porteño
Hinchada de Cerro Porteño

Em toda viagem tento achar um joguinho pra assistir, seja no Rio, Ucrânia ou Paraguai. No fim de semana que passamos em Assunção rolou o clássico Cerro Porteño e Olímpia. Mais do que isso, foi muito legal poder conhecer o Defensores del Chaco, palco de duas finais de Copa América e algumas Libertadores.

Já para o primeiro taxista perguntamos como era ir a um clássico no Paraguai, onde era mais seguro e todas aquelas perguntas que turistas fazem. O mando era do Cerro, que é conhecido também por ter uma torcida um pouco mais violenta. Mas era ali mesmo que queríamos ficar. E, no meio da massa, obviamente.

No hotel também perguntamos, só pra ter mais uma opinião né. A hora que falamos que íamos ficar na geral do Cerro, o recepcionista fez uma cara de “esses brasileiros tão malucos”.

Mesmo com a cara de espanto dele, compramos para a geral e pagamos 44 mil guaranis (cerca de R$ 25) em dois ingressos. O mesmo preço de quando o futebol no Brasil ainda era popular. E foi tudo muito tranquilo, seguro, muitas mulheres na torcida e senti um ambiente bem familiar.

Alguns jogadores eram conhecidos para mim, como o Ortigoza, Julio dos Santos que hoje joga no Vasco e Oscar Romero – hoje no Racing. Orti é, talvez,o ídolo da torcida atualmente. Por aí já vemos qual o nível em que o futebol paraguaio se encontra. Jogo lento, pouca técnica, mas uma torcida que empurra o time.

Os times sul-americanos costumam ter suas barra-bravas. E o Cerro não é diferente, são chamados de La Plaza y Comando e tem até cântico brasileiro. É uma paródia da marchinha de carnaval “Mamãe eu quero”. Além dessa, outra que chamou a atenção foi aquela feita pelos argentinos durante a Copa do Mundo “Brasil decime que se siente”.

O jogo terminou empatado em 1 a 1. Foi tranquilo, sem incidentes em uma tarde muito agradável. Valeu a pena.

Defensores del Chaco

Posso dizer que o Defensores del Chaco está um pouco atrasado. Você olha para ele e vê aquela coisa antiga, mas imponente. Sua capacidade atualmente é de 40 mil pessoas.

Outro ponto que chamou a atenção foi a segurança dentro e fora do campo. Policiais rondam o estádio e ficam em muitas esquinas, até mesmo longe dos portões. A mobilização policial é grande e nos sentimos seguros para andar pela região.

Bebida alcoólica antes do jogo? Na teoria, não pode. Policiais fazem bafômetro na entrada do portão. Mas é aquilo, vai do humor e da percepção que o guarda tem da sua cara. Se ele achar que você bebeu, vai pedir pra fazer o bafômetro. Se achar que você não bebeu, vai deixar você entrar tranquilo.

Mateus Carvalho²

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